sábado, 26 de setembro de 2009

Demasiado ar

serenade for the doll

O telefone é um poço de ansiedade, estou aqui a três horas, dezesseis minutos e cinco segundos com ele no bolso. Talvez. Enquanto ele não toca fico na expectativa, que pode ser boa, que pode ser ruim. O melhor mesmo é esperar, uma vez que ligue, o coração palpita, os pensamentos se confundem, saem contradições pela boca. Ela se foi faz três dias, foi comprar cigarros com uma mochila as costas, com intenções a frente. Primeiro um certo alívio, as roupas todas pelo quarto, a louça em cima da pia, o esparramar-se na cama, a boca muda. Respiro há três dias, começo a sufocar esse exagero de ar não compartilhado.

3 comentários:

Rafhaael Velasq... disse...

na hora do banho ele toca.

Isabela disse...

Obrigada pelo comentário! gosto muito da forma que você escreve! Me deliciei horas com A Livraria da Esquina! :)

Marcelo Novaes disse...

O incômodo de faltar alguém no mesmo cômodo.




felicidades!








Marcelo.