Nem só de pó era feita a mulher, conclui depois de ouvir o som afinado saído de seu violino. De ver, com os olhos bem fechados, a sua face concentrada, ao tocar um instrumento, gravada no fundo de minha memória. De sentir, a dois metros de distância, a energia vibrante de seu corpo ereto se esvaindo em música. Ela era também a solidez da dedicação, a alvura dos dedos dedilhando as cordas, o desejo inconscientemente desperto a sua volta, a vida se pronunciando em acordes.