sexta-feira, 31 de março de 2006

Sexta Feira


A cidade tão vasta apesar da cara de oferecida tira sempre tudo, e um pouco mais ainda, e no fim, resto eu nua me masturbando em plena sexta feira à noite, me preparando pra outra noite, pensando nessa outra que começa logo daqui a pouco, gemendo atrás da porta, nem sei mesmo o porquê do atrás da porta se ninguém mais há nessa casa, resquícios Chico Buarque, costume, e também o proibido, o proibido é sempre atrás da porta e cheio de vontade que tenha um olho na fechadura, um olho vendo um chumaço de pêlos desordenados embaralhados por uma mão certeira, e o dedo, não o indicador, o do meio, bem no meio da xoxota acariciando o clitóris, enquanto os seus parceiros lubrificam os grandes lábios com o líquido jorrado do meu útero, e intumesce esse pequenino pedaço de carne nos meus dedos, que nada deixa a desejar aos falos protuberantes, a maior prova de que deus era um homem e eu atéia, intumesce e ainda divago em pensamentos, o gozo vem intenso, como um raio que cruza meu corpo e depois, depois nada, durmo quinze minutos, sempre quinze minutos, nem mudo de roupa, ergo as calças, lavo as mãos e bato a porta, afinal, é sexta feira.

3 comentários:

Anônimo disse...

Isso deu tesão!!! Lascivo e feroz, gostei muito. Parabéns.

Cass

T.S.A. disse...

sextas-feiras aquecidas.

Safira. disse...

Lindo blog. De uma sensibilidade notavel...