sábado, 11 de março de 2006

Verão


Foi sem pedir e também sem insistir que ela veio até mim naquela tarde quente, o ar da sala parado, os mosquitos parados, a sessão da tarde na televisão e um colchão surrado coberto por um velho lençol, da janela aberta via-se apenas a árvore embaçada, ela chegou perto, bem perto do meu ouvido, escolheu as palavras timidamente e pediu uma massagem nas costas, sorri trêmula do possível porvir e, sem palavra alguma, não lhe recusei o afago.

3 comentários:

Antonio Naud Júnior disse...

Tenho trabalhado também em pequenos contos... Bacana o seu blog... Um abraço bom.

chiquito,manu_negra disse...

ladrão de casaca

r'
oubo se-u amor
para guardá-lo (escondido)
nos me-us bolsos
cá com meus botõe'S
onho
Contigo
no me-u paletó
junto ao m-e'u peito
Perseguido
hoje so-um clandestino
corro perigo de ser preso à Emoção
não mais só
Abro & fecho.
Sobretudo deito-me sobre tudo
a Etern'
idade das ilusões
não morrerá no desejo
Sou hoje 1 Ladrão
Roubei para sempre s-e-u Coração

xiclet disse...

a sua escrita aquece. é meiga :)
brigada por partilhar.

tresa s.