sábado, 7 de abril de 2007

Destino


Da varanda vi seu rosto
Ornado por longos cabelos negros
Na escada pernas longelíneas
O caminhar belicoso
Da proximidade suei minha mão na sua
Roubei-lhe do rosto um beijo
À porta de entrada enlacei sua cintura
Desvendei devaneios
Na cozinha experimentei seus lábios
Na sala o sofá apertado
No corredor arranquei suas roupas
No chuveiro quis ser água
Na cama descobri seus seios
Acariciei seus detalhes íntimos
Embriaguei-me no delta de vênus
Tracei novo destino

3 comentários:

Analuka disse...

Lindo!...
Delicado,
denso,
delicioso...
Os caminhos curvilíneos do sentir nos levam à embriaguez, e à eterna redescoberta dos potenciais da vida, que se re-inventa e refaz!...
Beijinho.

Madstore disse...

ah, divagar devagar em caminhos que não findam...

Thaís disse...

Acariciar detalhes intimos...
Suas raízes, minhas descobertas!!!
Suave...