sexta-feira, 12 de junho de 2009

A Consciência de Zeno (1923)

de Ítalo Svevo:

"Quis mesmo muito bem a Ada naquele momento, e é uma coisa bastante estranha querermos bem a uma mulher que já desejamos com ardor, que não foi nossa e que agora nos é indiferente. Em suma, chega-se dessa forma à mesma condição em que estaríamos se ela tivesse então cedido ao nosso desejo, e é surpreendente poder constatar mais uma vez como certas coisas pelas quais vivemos acabam por ter importância insignificante."

2 comentários:

Rafael Velasquez disse...

o ponto: "(...) acabam por ter importância insignificante".

nem vou comentar sobre, é evidente demais.

Cogumela =) disse...

o pior do fim dos relacionamento é perceber que ele tinha a profundidade de um píres e assim é insuficiente para afogar sequer a magoa

=*