quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Uma longa história: última chance


Pois se o prenúncio era anunciado, nada como me preparar nesse momento de aceitação. Não sem antes uma segunda tentativa nada digna, fiz a cena completa, comecei falando que isso não era jeito de fazer as coisas tomando a decisão e só depois me avisando, e com todas as novidades culturais e dificuldades que encontraria por lá cercada por deusas negras altíssimas carregando seus pertences na cabeça ela ia acabar se encantando por alguém. E eu aqui no Rio de Janeiro com o apartamento cheio de lembranças nossas, com seus livros de medicina me bisbilhotando lá do alto da estante. Era jogo sujo, eu sabia. E quem se importa?! Além do que provavelmente a gente só se veria através do computador, isso quando ela conseguisse conexão e a internet aqui de casa resolvesse funcionar direito. Sim, ela se solidarizou com a parte triste da história, afinal essa era a parte triste e nos consolamos um bocado entre beijos e afagos. Mesmo assim no meio da noite me restou ir ao banheiro e chorar baixinho atrás da porta.

5 comentários:

carol disse...

"prenuncio era anunciado"

muito bom!!

Nayara Borato disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Nayara e cheguei até vc através do Blog Alma de poesia. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir um blog do meu amigo Fabrício, que eu acho super interessante, a Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. A Narroterapia está se aprimorando, e com os comentários sinceros podemos nos nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs





Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.



Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

http://narroterapia.blogspot.com/

Nina Schunk disse...

Ler teu blog é como espiar a janela do teu quarto, muita intimidade em linhas, é preciso coragem... parabéns.

nacasadamaejoana@blogspot.com

anareis disse...

Querido amigo. Estou fazendo uma Campanha de doações pra ajudar os jovens rapazes que estão internados no Centro de Recuperação de Dependentes Químicos onde meu filho está interno também.Lá tem jovens que chegam só com a roupa do corpo,abandonados pela família. Eles precisam de tudo:roupas masculinas,calçados,sabonetes,toalhas,pasta de dentes,escovas de dentes,de um freezer, Roupas de cama,alimentos. O centro de recuperação sobrevive de doações,são mais de 300 homens internos.Eles merecem uma chance. Quem puder me ajudar pode doar qualquer quantia no Banco do Brasil agência 1257-2 Conta 32882-0

Carolina Fernandes Nalon disse...

Volta Naomi.Já é fevereiro.